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Com caráter
musical reforçado, clássico brasileiro Gota d'Água,
de Chico Buarque e Paulo Pontes, estreia temporada no Teatro
Nacional
A equipe
que adaptou o clássico brasileiro Gota d’Água não
teve que fazer praticamente nada para atualizar sua temática
para os dias de hoje. O diretor João Fonseca assim garante
sobre a adaptação do musical, que estreia hoje – com
temporada até domingo –, na Sala Villa-Lobos: "Na verdade, o
texto de Chico Buarque e Paulo Pontes (escrito em 1975) é
atualíssimo".
Convidado da atriz Izabella Bicalho (Joana) para assumir a
direção do musical, Fonseca afirma que "infelizmente é
atual" por causa da situação em que "o poder é concedido a
alguém que acaba se aproveitando de outro em condição mais
simples". Na adaptação moderna de Medéia, de Eurípides (431
a.C.), com direção musical e músicas adicionais de Roberto
Bürgel, a personagem mitológica recebe o nome de Joana,
moradora de um conjunto habitacional da periferia, que
sustenta dois filhos e o marido e sambista Jasão (Armando
Babaioff). Assediado pelo empresário Creonte (Claudio Lins),
o músico abandona sua casa para casar-se com Alma, filha do
empresário. Desesperada, Joana assassina os filhos e se
suicida.
"O texto soava mais forte na época da estreia (quando teve
Bibi Ferreira como Joana), mas continua com força", observa
Fonseca. Para ele, o momento político atual é diferente
daquele vivido na década de 1970, época de ditadura. "A
figura da Joana acabava ecoando como um pedido de
liberdade", resume o espírito do musical.
Gota D’água – Hoje
(12) e amanhã (13), às 21h, e domingo, às 18h, na Sala
Villa-Lobos (Teatro Nacional). Ingressos: R$ 70 (inteira).
Não recomendado para menores de 16 anos.
Foto de capa:
Paula Kossatz
Marlon Maciel
Colaborador

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